NÃO CHORE SOBRE O LEITE DERRAMADO

De onde será que vem este dito popular? É de se imaginar o efeito realmente inútil no sentido concreto mesmo, de lágrimas verdadeiras caindo sobre o leite que se derramou e fazendo nada mais que uma lambança crescente?
Um monte de bobagens tudo isto, não é? Ficar falando destas imagens figuradas como se elas correspondessem a uma tradução literal da verdade. No entanto, assim é.
Não há palavras que se perca do significado que transporta. Frase que não aponte um sentido, um rumo, não seja o elo indispensável de uma continuidade.
Assim, estudando as palavras e buscando o sentido das frases, descobrimos, através de um exercício fácil, a importância destes elos de continuidade.
Quando caminhamos na vida não podemos carregar o tempo todo toda a nossa mudança nas costas. É impossível ir aglutinando, aglutinando, todas as coisas que conhecemos, que possuímos, que vivenciamos. Fosse assim, nos auto destruiríamos definitivamente por falta de suporte. Como rebentamos toda vez que tentamos acumular mais do que é devido.
Muitas coisas, inevitável e necessariamente, deverão ficar para trás. Deixar de existir num certo ponto do nosso caminho. Como uma função cumprida. E encerrada. Outros elementos mostrarão a continuidade, e é muitíssimo importante manter esta percepção aberta e atenta para podermos nos equivocar o mínimo possível quanto ao que fazer da nossa vida.
O “leite derramado” é, portanto nada mais do que aquilo que ficou para trás. A porção que de propósito ou acidentalmente, se destacou e se separou de um conjunto por ter se tornado, por algum motivo, supérfluo. Mesmo que não estejam claras para nós as razões e determinantes daquilo que possa parecer uma perda ou incompetência, o leite derramado – há que lidar com o fato: o que está feito está feito, e há que se tomar as providências, agir a partir dali.
O leite derramado é um acontecimento suficientemente forte para nos dizer que não existe meio de remendá-lo. O que quer dizer que ele é uma ordem de revisão, de reposicionamento. Pode servir apenas para nos fazer refletir e ver que temos tanto, que aquele tanto não faz diferença – nos dando a consciência de um momento de conforto em nossa vida.
Pode nos deixar aflitos porque o que se foi deixou uma lacuna que tem que ser preenchida de algum modo – o que é um “cutucão” para nos fazer ir buscar um preenchimento mais firme e cuidadoso, mais condizente com a situação, talvez.
O leite derramado vai testar ainda a nossa capacidade de exasperação ou de calma. A nossa habilidade em lidar com os problemas inesperados da forma mais rapidamente eficaz, sem atropelos: é preciso não ir tão depressa que os dedos se queimem, nem tão devagar que os ranços estejam agarrados e difíceis de limpar.
Portanto, encare: leite derramado não é motivo de reclamações ou queixas – é indicativo de continuidade, é forma espontânea de uma seletividade que muitas vezes nossas fragilidades não estão nos permitindo entender e, principalmente executar. A vida traça por nós “acidentalmente”, quer dizer – sem a nossa participação direta, consciente, mas é claro, acionada por uma vontade de fundo que nos levou a acender o fogo e, “sem perceber”, deixar chegar ao ponto que o derrame – isto é, livrar-nos do que já está esgotado – é inevitável.
Leite derramado? Não chore sobre ele. Não há o que chorar: ele é a concretização daquilo de que inconscientemente queríamos nos livrar. É ou não é?

Do que você tem medo?

Medo de barata, de ficar sozinho, medo do escuro, medo de se decepcionar, medo do fracasso, medo de arriscar, medo da morte, medo de perder as pessoas que ama, medo de não perceberem o seu “valor”, medo das mudanças, do que exatamente você tem medo?
Uma forma fácil de olhar para dentro de si e identificar o que mais te aflinge é a observação. Perceba que se as mãos estão úmidas, os batimentos cardíacos aceleram, a sua cor muda, a voz fica tremula e as ações fogem do seu controle, pode anotar, nesse contexto existe, ainda que escondido algum tipo de medo que tenta ou muitas vezes consegue te dominar.
Todos nós seres humanos sentimos medo e a ciência comportamental explica que essa sensação é uma reação instintiva em defesa de uma ameaça eminente.
Goleman, fala muito disso e de fato, o medo é uma ferramenta poderosíssima para o autoconhecimento, ele está o tempo todo escancarando as nossas fraquezas, inclusive aquelas que escondemos de nós mesmos.
Pare de sofrer e se permita falhar! Se pergunte: o que me levou a agir assim? Por que eu tenho medo disso? Por que essa situação me paralisa? O medo pode existir, ele só não pode comandar nossas ações. Entender onde e quando eles foram gerados também ajuda bastante. O que não pode acontecer é ele te impedir de ser feliz, pense nisso!
O primeiro passo é encarar o medo de frente e ter consciência de que isso é algo que pode ser superado. O medo não escolhe pessoas para se instalar. É o nosso universo interno, nossas memórias traumáticas, que dá abertura para esses sentimentos.
Se conheça!
O assessment é uma metodologia de mapeamento comportamental que através dos 4 perfis básicos (analista, comunicador, executor e planejador) traz de forma muito clara os medos que assolam cada indivíduo, se você já teve a oportunidade de conhecer esse método, leve muito em consideração os medos que foram evidenciados e comece a controla-los no seu dia a dia, caso você ainda não conhece esse processo de autoconhecimento, procure um profissional certificado e nesse aspecto me prontifico a te acompanhar, no sentido de você descobrir o que te trava! Por que você se pega agindo da mesma forma? Qual o tipo de medo que está nas entrelinhas e você ainda não se deu conta?
Se permita!
Chega de discurso e bora colocar em prática ações assertivas que podem se transformar em oportunidades para você e para seu negócio!