NAS MÃOS DE QUEM ESTÁ SUA EMPRESA?

Vamos imaginar o Lewis Hamilton na direção da potente Mercedes, mas com as rodas quadradas. Inusitado? Muitas empresas caminham desta forma e seus gestores não sabem. A mais evidente oportunidade para uma empresa obter vantagem competitiva consite na utilização plena das possibilidades dos seus recursos humanos. Todos sabem que há uma perda razoável de potência produtiva, seja por desinteresse, falta de preparo ou ainda, por conta do choque de interesses entre “patrão” e o “empregado”.

Quando uma empresa detém um departamento de Recursos Humanos, o profissional se torna o agente indispensável na harmonização dos interesses entre as partes e na promoção das competências necessárias, não podendo declinar dessa responsabilidade.

No entanto, quando não existe esse departamento são os gerentes, os gestores diretos que lidam diretamente com seus colaboradores e, se torna imprescindível estar preparado para lidar e gerir pessoas.

Grande parte dos gestores acreditam, que o futuro de suas empresas está única e exclusivamente em suas mãos, todavia é muito importante se atentar que uma empresa é composta por pessoas envolvidas por propósitos, objetivos afins e trabalho em equipe, sendo assim, gestor nenhum logrará êxito sozinho, o gestor precisa estar consciente que para atingir seus objetivos e metas, precisa de pessoas envolvidas no processo, sozinho ele não chegará a lugar algum. Hoje, faz-se necessário qualificar inclusive os de maior escolaridade carecem de uma preparação para dominar as técnicas e os conhecimentos elementares que os habilite a gerir e contribuir na gestão de uma empresa.

 RODA QUADRADA

Para evitar expor-se ao ridículo, não perguntam e, quando perguntam, nem sempre conseguem boas respostas. Passam meses e até anos angustiados: aprendem “na marra” ou erram para sempre. Quem não sabe o suficiente, será incapaz de obter a adesão de seus colaboradores. Os que desconhecem as mais elementares técnicas de relacionamento interpessoal não serão capazes de dar ordens adequadas. Aí é que a “ roda fica quadrada”.

Quanto perde a empresa por não preparar seus gestores? Ou quanto ganhará se os preparar adequadamente? Basta estimar um percentual de energia desperdiçada e quanto poderia agregar à produtividade com uma gestão adequada: por baixo, 15% a 20% em qualquer empresa. O investimento será compensador!

Para exercer plenamente suas funções, o gestor deve entender do negócio e participar desde o início do planejamento empresarial, nas fases estratégica, tática e operacional. Desenvolver competências gerenciais e autoconfiança, capacitando-se a “compreender a empresa” na essência elaborando e implementando os planos empresariais sendo indispensável a todos gestores.

Sua empresa será um lugar muito melhor para trabalhar, além de muito mais produtiva, quando todos falarem a mesma “linguagem”, entenderem e participarem “do negócio” com a mesma competência.

 

Você sabe quanto vale seu patrimônio oculto?

Não há um método único para se avaliar uma empresa, pois não se trata de uma ciência exata, de comprovações absolutas. “Não há como prescindir de certa dose de subjetividade na definição de valor intangível uma vez que, é difícil sua mensuração: os colaboradores, a carteira de clientes, a liderança, o sistema de gestão, as alianças estratégicas, a competitividade de mercado etc.

Embora esse cenário tenha mudado em passos vagarosos, ainda existem empresários que acreditam, cultivam a crença que investir em capacitação de sua equipe é um custo desnecessário, que estamos vivendo um momento de

contenção de despesas, é preciso economizar! Quanta ignorância!!

Agora mais do que nunca é o momento de investir em capacitação de pessoal, deixar a equipe preparada para atender bem e atender cada vez melhor aquele que também faz parte do patrimônio oculto: os clientes.

Algo que ouvimos muito quando estamos diante de empresários, “está bem, vou capacitar meus colaboradores, invisto muito nele e ele simplesmente vai trabalhar no meu concorrente”…aí te pergunto e se você não o capacitar e ele continuar atendendo seus clientes da mesma maneira como vem atendendo? Sem dúvida que irá comprometer o resultado fim que toda empresa busca: lucro. O que você prefere, ter um funcionário preparado para atender seus clientes ou um funcionário fazendo o que parece quase o impossível uma desvenda?

São muitas as variáveis envolvendo o patrimônio oculto no que se refere a pessoas, o mercado não perdoa mais erros primários, sendo assim preste atenção no que vem a seguir:

Vamos começar pelo capital humano, apesar de ser um capital de difícil mensuração, podemos afirmar que representa o ativo mais rentável às organizações e sem o qual nenhuma empresa alcançaria o sucesso.

É claro, que vale a pena investir nele. A questão é saber como. Como todo bom investimento, é preciso procurar conhecer e avaliar bem um funcionário antes de trazê-lo para a organização. E o trabalho não para por aí. É necessário, além de contratar uma pessoa certa, colocá-la para desempenhar a função adequada para suas competências, mantê-la na empresa, remunerá-la a contento, desenvolvê-la continuamente e monitorá-la. Também é essencial abrir-lhe espaço para que ela possa contribuir com sua criatividade e seus insights.

Pensar em lucro é premissa de existência de uma empresa; mas não finalidade absoluta. O lucro empresarial é imperativo e deve ser exigido das empresas; porém, deve ser entendido como meio, energia, combustível que permite à empresa atingir seus objetivos e sua missão.

Os clientes estão cada vez mais conscientes do seu poder de transformação na sociedade e começam a demandar mais responsabilidade das empresas no que se refere às questões sociais e ambientais. Para jogar o jogo de hoje, é preciso pensar além dos ganhos empresariais, é preciso avaliar o que a comunidade, a região, país e mesmo o mundo irão ganhar com o sucesso da empresa.

Em outras palavras, a capacidade de gerar riqueza de uma empresa, como agente econômico, passa a ser, cada vez mais, fundamentalmente dependente de sua aprovação social, obtida com seus processos de satisfação social, segundo nosso entendimento.

Isso quer dizer que, sem aprovação social, a capacidade comercial tende a ser comprometida.

Por fim, está mais do que na hora do patrimônio oculto começar a fazer sentido dentro das organizações, sabemos que sua mensuração não é simples, mas é a que tem condições de mensurar e de transformar resultados da empresa de forma crescente sem depreciá-los como ocorre nos patrimônios tangíveis.

Problemas pessoais fora da empresa é possível?

Estamos vivendo um período de competição predatória, dos avanços rápidos da tecnologia, do bombardeamento de informações, da necessidade constante de se reposicionar no mercado, é comum empresários e demais profissionais andarem em círculos, com enorme dificuldade para evoluir.

Queda de produtividade, conflitos na comunicação, baixa motivação e esgotamento cerebral estão em alta, aumento no desemprego, dificuldade em honrar pagamentos básicos do dia a dia e muitas outras frustações.

Diante esse imbróglio que nós mesmo criamos, é difícil admitirmos, mas nós mesmos criamos esses fantasmas que nos assombram e temos muita dificuldade de nos libertar. E isso vai nos levar a uma escassez emocional que é muito difícil de gerenciar.

Vamos ver se você já vivenciou ou conhece alguém que passa por tal situação:

– Casais que brigam a vida toda e não se separam?

– Pessoas intolerantes, acreditam que sabem tudo, sempre cometendo os mesmos erros?

– Pessoas tímidas que sonham em falar em público, expressando suas ideias em sem gaguejar;

– Pessoas que lidam mal com suas finanças, vivem reclamando que o salário é pouco e mal cobre suas despesas mensais, no entanto, continuam sendo consumistas irresponsáveis, sedentas pelo prazer imediato do consumo;

– Pessoas embora inteligentes e altruístas, vendem pessimamente suas imagens, não conseguem encantar seus colegas e principalmente as pessoas que mais amam?

– Pessoas que possuem todos os motivos para serem alegres, pois tem sucesso social, financeiro, acadêmico porém são extremamente infelizes, ansiosas e deprimidas?

– Pessoas que comandam com maestria suas casas e empresas, mas não conseguem orquestrar minimamente sua irritabilidade.

Depois de analisar cada uma das questões expostas acima eu te pergunto. É possível a dedicação de corpo e alma numa determinada tarefa sem levar tais problemas para o trabalho?  Ou vice-versa como não levar trabalho para casa?

Nossas mazelas estão em nossas mentes, precisamos gerenciar nossos pensamentos e nossos comportamentos diante a cada uma das situações.

Somos aquilo que continuamente pensamos e nossos pensamentos determinam nosso comportamento.

Sendo assim, não fomos educados para saber gerenciar nossas mentes e lidar com nossas emoções e sentimentos, embora hoje tenhamos conhecimento e exista recursos para isso.

Não podemos exigir um comportamento dos meus colaboradores que muitas vezes eu mesmo não consigo gerenciar.

Precisamos é de mais empatia dentro das organizações, compreender que somos seres humanos, possuímos emoções e sentimentos, na grande maioria das vezes a carga de emoções a ser administrada é muito pesada e faz-se necessário ser compartilhada para minimizar o peso a ser carregado.

Sabemos também que, vivemos num mundo extremamente capitalista onde as atenções estão voltadas para a rentabilidade e a lucratividade. Mas devemos nos lembrar que antes da rentabilidade e a lucratividade estão os RESULTADOS que somente alcançamos com pessoas comprometidas, focadas, motivadas e inconformadas positivamente e  isso somente conseguimos através da sinergia criada entre o que o funcionário está levando para contribuir positivamente no trabalho e como o trabalho contribui positivamente na vida pessoal do funcionário.

Agora te pergunto novamente tem como separar?

FUNCIONÁRIO: QUEM É ESSA PESSOA?

             Em tempos de escassez de recursos, mercado cada vez mais competitivo e busca constante de mão de obra qualificada, os empresários encontram um desafio de manter o bom e perfeito funcionamento de suas empresas.

São inúmeras as ferramentas de gestão e controle que favorecem a retenção dos custos e alinhamento dos processos relacionados a finanças, compras, vendas, estoques entre outras.  Mas quando o assunto é “gente” nem sempre há uma preocupação condizente com o impacto de uma pessoa dentro de uma organização, seja ele positivo ou negativo.

Afinal, quem é seu funcionário? Quais os anseios? Medos? Quais as razões que ele tem para estar na sua empresa? Talvez você não tenha se perguntando, até por que é muito comum no meio corporativo as expressões: “Lidar com pessoas não é fácil” ou “vou trocar o meu pessoal por máquinas” de fato compreender o ser humano é algo complexo e óbvio ao mesmo tempo. Entender de pessoas é entender de si próprio e praticar constantemente o exercício da empatia. De forma geral, se colocar no lugar do outro é talvez a prática menos comum nas empresas e aquelas que o fazem conseguem seguramente extrair o melhor de cada pessoa da equipe.

Você se sente valorizado pelos que estão a sua volta? Você gosta de ser elogiado? Prefere que te tratem com respeito e educação? Se a resposta foi sim, bingo! O seu funcionário pensa e sente exatamente assim!

Compreenda que o ativo mais valioso da sua empresa atende pelo nome de “pessoas” então abra a porta da sua sala e vá desbravar o dia a dia do seus funcionários, saber o que é realmente importante para eles, por que, no final das contas, essa é a engrenagem mais importante que move a máquina que você chama de “minha empresa”.

E aí? Topa o desafio?

Separamos algumas dicas que vão ajudar você a conhecer um pouco mais da sua equipe e extrair os melhores resultados para a organização:

 

  • Se aproxime

Saber o time de futebol preferido, se é mais caseiro, ou se aproveita o fim de semana para passear, se gosta de esportes, leitura, se é mais tímido, extrovertido, enfim, criar o hábito de conversar e conhecer o colaborador  é a forma mais simples de respeitar e compreender suas ações, questionamentos e comportamentos.

 

  • Crie um banco de dados e mais importante: use-o

Comemore o aniversário do deu funcionário com um abraço, uma mensagem sincera ou quem sabe uma festinha surpresa em conjunto para os aniversariantes do mês; Pergunte pelos filhos, pela esposa (o), de forma discreta mas sim se interesse pela vida pessoal do seu colaborador, se é importante pra ele queira compreender, queira ajudar, demonstre seu interesse no bem estar da família.

 

  • Conheça os sonhos e incentive-os a conquistar

Incentivar o sonho de uma pessoa é talvez a forma mais honesta de ajudar alguém. São muitas as adversidades que nos dispersam e ter alguém como incentivador pode potencializar muito as nossas conquistas. Então empresário, já imaginou contribuir para a realização do sonho de alguém? A propósito esse alguém pode ser por exemplo uma pessoa que renuncia a seus próprios sonhos para construir ainda que de forma inconsciente o sonho da empresa que trabalha. E não estamos falando de auxílio financeiro, ganhos, oportunidades e sim de conselhos, de palavras positivas, de incentivo, respeito e confiança. Entenda os motivos pelo qual ele levanta todos os dias e vai para a empresa. Você vai descobrir coisas que jamais imaginou! Experimente!

 

E você poderia perguntar? O que eu ganho com isso?

 

Pessoas negociam, compram, atendem, vendem, controlam enfim, fazem todo o processo que chamamos de empresa funcionar. Logo, quando se tem pessoas que se sentem valorizadas e são comprometidas com os objetivos pré-estabelecidos, tem-se uma proximidade maior da realização, já que estas tendem a produzir mais e melhor. Em tempos de escassez essa é uma característica importantíssima para vencer a concorrência e se manter no mercado competitivo.

Para tanto seu colaborador precisa gostar do faz, se sentir parte do processo, se sentir importante. Ele precisa querer estar na empresa!

Valorize! Respeite! Se coloque no lugar!

 

Colha os resultados!